quarta-feira, 17 de junho de 2015

Explicar o abraço nas escolas

"Um dia hei-de passar todo o dia a ensinar o abraço. A visitar as escolas e a explicar que abraçar não é dois corpos unidos e apertados pelos braços. Abraçar é dois instantes que se fundem por dentro do que une dois corpos. Abraçar é um orgasmo de vida, um clímax de partilha – uma orgia de gente. Abraçar é fechar os olhos e abrir a alma, apertar os músculos e libertar o sonho. Abraçar é fazer de conta que se é herói – e sê-lo mesmo."

Pedro Chagas Freitas, in "EU SOU DEUS"

quarta-feira, 11 de março de 2015

Deixa-me tocar-te, preciso sentir-me

"Olhar é uma forma de tocar à distância, mas somente o contacto físico é que nos permite confirmar a realidade. O toque, confirma a existência de uma realidade objetiva. É no toque, que confirmo aquilo que a intuição e o coração sentem, muitas vezes toldado pela nossa mente.

Abraçar e tocar alguém  é um fenómeno pouco frequente na nossa cultura. Existe uma espécie de condicionamento que nos leva a encarar o toque com uma certa carga sexual. Esta espécie de punição e desencorajamento do toque entre as pessoas é provavelmente, um dos fatores, que mais contribui para o sentimento de infelicidade e de depressão.

Não existe um à vontade no abraçar, no dar a mão e este fator inibe a expressão dos nossos afetos com medo de uma interpretação incorreta por parte de outra pessoa. Ou pior ainda, chegamos a colocar carga sexual onde não existe, porque não conseguimos tomar consciência das nossas carências emocionais e da nossa falta de afeto e a partir daí surgem todo o tipo de confusões. É urgente tocar, é urgente usar o corpo, é urgente. Até ser natural, pois é assim que devia ser.

Precisamos de mais toque na carne e menos touch no screen.

As pesquisas mostram que o toque humano provoca a libertação de oxitocina na corrente sanguínea. E porque é que precisamos de oxitocina?

Simplesmente porque ela é uma das principais hormonas responsáveis pela felicidade, pela alegria e outras emoções positivas.

Uma das formas de ser feliz é simplesmente tocar, abraçar, apertar a mão, tocar no ombro, massajar e ser massajado.

Uma das formas de ser mais feliz é simplesmente usar o teu corpo, para te sentires e sentires o mundo.

Estas são algumas coisas importantes que acontecem quando usas o toque e provocas a libertação da oxitocina:

Autoestima e autoconfiança – Quantas vezes já não lutamos com  situações ou estivemos inseguros das nossas habilidades e com um simples toque no ombro de encorajamento e compaixão, experimentamos um aumento brutal de autoestima e capacidade de agir. Sim, esse gesto, esse toque, faz toda a diferença.

Aumentas a tua capacidade de resolver problemas – A oxitocina aumenta a tua criatividade e a capacidade processamento de informação, especialmente em ambientes sociais. Podemos dizer que ficas mais inteligente emocionalmente. Logo, abraçar torna-te mais inteligente!

Relacionamentos – Durante o parto, acontece uma descarga enorme de oxitocina na corrente sanguínea que fortalece a ligação mãe/filho. Se promovemos o toque com mais regularidade na nossa vida, mais abraços, muitos mais abraços, conseguimos ligações mais profundas e significativas.

Libertas-te de hábitos e dependências –  Ao aumentar a autoestima, a confiança em nós e nos outros e fortalecemos as relações, estamos a libertarmo-nos das dependências. A libertação de oxitocina, equilibra a resposta de dopamina (neurotransmissor que também é responsável por sensações de euforia e felicidade). Imaginem, por exemplo, as aplicações terapêuticas do toque, em centros de desintoxicação.

Aumentas a tua função imunológica – Todos os elementos do nosso sistema imunitário são aumentados com a libertação de oxitocina. Isto tem um profundo efeito no nosso organismo, pois vivemos mais tempo, mais saudáveis e mais felizes. É só lucro!

Amor – Pois é, amor, a oxitocina é responsável, a nível químico, pelo sentimento de Amor. Amor que é amor, tem de ter toque e muito.

Também sabemos que o toque é absolutamente essencial para os recém-nascidos, que é tão importante como a água e a comida e que sem ele as hipóteses de sobrevivência reduzem-se drasticamente. Mas para além das reações químicas que acontecem, existe também uma quantidade brutal de informação não-verbal que é processada através do toque.

Quando vejo os sorrisos espontâneos e verdadeiros que se abrem nos meus alunos e pacientes no fim de uma aula de yoga ou de uma massagem, só consigo ficar grato por poder participar nesta mudança. A melhor parte, é que é muito difícil tocar os outros e não ser tocado.

Não se iludam, eu faço isto por mim, eu gosto de me sentir feliz. Provocar sorrisos, faz-me feliz.

Experimenta tu, abraçar alguém, agora… é grátis;)"

sábado, 22 de março de 2014

Hotxuá


"Letícia Sabatella e Gringo Cardia passaram dez dias entre os índios da tribo krahô, no Tocantins, com o intuito de filmar os hotxuás, sacerdotes do riso – palhaços rituais que, além de manterem a força da comunidade ao alegrá-la, preservam os festejam que homenageiam as plantas, os quais constituem as leis principais dos krahôs.

Hotxuá, filme de descobertas. Os diretores ouvem os mais velhos da tribo, que explicam as tradições krahô, desconhecidas por nós. Letícia Sabatella e Gringo Cardia não assumem tom professoral – ao contrário, com humildade e respeito, dão voz aos entrevistados. Da mesma forma, registram com sincero maravilhamento a corrida das toras, que garante o equilíbrio da natureza, e a festa da batata, verdadeiro mito fundador que estruturou a organização social da aldeia, que originou os hotxuás e que se reencena todos os anos.

Contudo, Hotxuá poderia explorar com mais ênfase as relações entre os krahôs e o homem branco, bem como as ameaças à tribo – a expansão da soja, de um lado, e a hidrelétrica, de outro. A comunidade, mque teve a reserva demarcada por Cândido Rondon após massacre nos anos 40, vê-se hoje pressionada pelo modelo de desenvolvimento brasileiro, que privilegia o avanço das fronteiras agrícola e energética. Na melhor sequência do filme, com a enorme plantação de soja ao fundo, índios reclamam do novo “vizinho”, que lhes rouba as terras e que não lhes permite acesso ao rio.

Infelizmente, Letícia Sabatella e Gringo Cardia perdem tempo com o “lírico” encontro entre o hotxuá e o palhaço de origem européia. Momento contrangedor e descartável."

Fonte: http://www.revistamoviola.com/2009/01/29/hotxua/ 

 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Significado de um abraço

O que é um abraço:


"Um abraço significa carinho, amor, afeto e amizade. Um abraço estabelece uma ligação íntima e saudável entre as pessoas. É bom tanto para quem dá, quanto para quem o recebe.
É um gesto simples, porém carregado de sentimentos. Desde a infância, as pessoas aprendem a abraçar aqueles que lhe são próximos para transmitir emoções diversas, seja em momentos de alegria, tristeza, saudade ou, simplesmente, quando dá vontade.
Para quem está passando por momentos difíceis, receber um abraço é reconfortante porque significa atenção, apoio, consolo e transmite solidariedade com o próximo.
Pesquisas comprovaram que o abraço traz benefícios para a saúde, pois aumenta os níveis de uma substância chamada oxitocina, que tem a particularidade de reduzir os estados de stress e ansiedade, aumentando a felicidade e o bem-estar da pessoa.
No nascimento da criança, as mães que apresentam um nível mais elevado de oxitocina, têm a probabilidade de desenvolverem um comportamento de maior ligação com o bebê.
Nos relacionamentos amorosos, um abraço melhora a relação, pois estimula a comunicação entre o casal e a compreensão dos problemas.
Nas comunicações escritas ou verbais, é comum as pessoas se despedirem com a expressão: "Um abraço".
Dia 22 de maio é comemorado o Dia do Abraço. Nos Estados Unidos, Austrália e alguns outros países, o National Hug Day (Dia Nacional do Abraço) é comemorado no dia 21 de janeiro."

Fonte: http://www.significados.com.br/um-abraco/

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O abraço como terapia



"A duração média de um abraço entre duas pessoas é de 3 segundos.
Os pesquisadores descobriram algo fantástico. Quando abraça dura 20 segundos, há um efeito terapêutico sobre o corpo e sobre a mente.
A razão é que um abraço sincero produz um hormónio chamado "oxitocina", também conhecido como o hormónio do amor. Esta substância tem muitos benefícios para a nossa saúde física e mental, ajuda-nos, entre outras coisas, a relaxar, para que se sinta seguro e acalme os nossos medos e ansiedades.
Este maravilhoso calmante é oferecido de forma gratuita cada vez que temos uma pessoa nos nossos braços, que embalamos uma criança, que nós mimamos um cão ou gato, quando nós estamos a dançar com o nosso parceiro, quanto mais nos aproximamos de alguém ou apenas agarramos os ombros de um amigo."


Fonte: https://www.facebook.com/pages/Kinesiologia-e-Quiropr%C3%A1tica/548402421911522

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tornar belo

Guernica - Pablo Picasso
"O amor e a arte não abraçam o que é belo, mas o que justamente com esse abraço se torna belo."
Karl Kraus

sábado, 28 de setembro de 2013

Casaco-abraço

Casaco high-tech “abraça” crianças autistas para reduzir ansiedade

Marina Maciel 5 de agosto de 2013

A jaqueta da foto acima, definitivamente, não é uma peça de roupa comum. Idealizada para oferecer o conforto de um abraço a crianças com autismo quando o contato físico com os pais não é possível, ela pode reduzir a ansiedade e as reações nervosas das crianças.
Controlada remotamente pelos pais da criança, por meio de um aplicativo para smartphone ou tablet, a T.jacket detecta sinais de hiperatividade e indica a intensidade da pressão e a hora em que é preciso simular o abraço. Quando acionada, pequenas câmaras de ar dentro da peça se inflam para simular um abraço.

Segundo o fundador da empresa Cingapura T-ware, James Teh, ao acalmar as crianças, a jaqueta também pode ajudar a reduzir transtornos de aprendizagem. Isso porque crianças com autismo têm maior probabilidade de reagir abruptamente a novos ambientes, mudanças na rotina, sons fortes e novos rostos – e essas reações podem atrapalhar o aprendizado e o desenvolvimento. Assista ao vídeo do produto, abaixo:
“Um abraço faz bem a qualquer um. Provoca a mesma sensação de uma massagem”, explica Teh. O empresário espera que a invenção também agrade aos adultos que precisem de um abraço e dos efeitos terapêuticos do contato físico. Pena que a jaqueta ainda é tão cara: US$ 499, ou aproximadamente R$ 1.145.
A invenção só comprova que abraço é bom sempre, para dar e receber, em qualquer situação. Se é preciso mais argumentos para colocá-lo em prática, aqui vão algumas boas razões para você abraçar quem gosta agora mesmo: além de ser uma boa forma de comunicação, o contato físico pode ajudar a diminuir a pressão arterial, o que ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas, estresse e ansiedade.
O que você está esperando para abraçar quem está ao seu lado, agora?
*T.jacket
Fotos: Divulgação
Leia também:
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Dá um abraço?

A dança dos abraços

Li o Espanta-Pardais da Rosa Colaço e fiquei fascinada com algumas expressões, pela sua ternura, força, verdade…

“(…) farto dos dedos quentes do sol, das mãos frias da chuva, do silêncio (…) de braços abertos a coisa nenhuma, destes braços que nunca abraçaram ninguém (…)” Ed. Vega, p.12
 

A dança dos abraços

Os abraços são um diagrama de Venn feito de flores
São viagens infinitas por estrelas doidas de calor
Os abraços unem o sangue, a pele, o suor
Fazem-nos entrar dentro dos corpos
Absorver e dar vida, força e amor
Levam-nos por espaços entrelaçados
Quebram correntes, distâncias, muros
Deixam-nos a pairar maravilhados
Em danças loucas de êxtase puro

Agradeço com um enorme abraço os abraços dados na biodanza.
Filomena Rodrigues